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PS6 pode finalmente resolver o pesadelo do drift com joysticks magnéticos

Uma patente da Sony sugere que a próxima geração de consolas pode dizer adeus aos comandos que se descontrolam sozinhos.

PS6 pode finalmente resolver o pesadelo do drift com joysticks magnéticos

A malta que já passou horas a jogar sabe bem do que estou a falar: aquele momento em que o personagem começa a andar sozinho, como se tivesse vida própria. O famoso drift dos joysticks não é novidade, mas na PS5 tornou-se um problema tão comum que até parece parte da experiência. E se te dissesse que a Sony pode ter encontrado a solução para este calvário?

O problema que não devia existir

O drift não é um bicho de sete cabeças, mas é um daqueles defeitos que irritam pela sua persistência. Os comandos DualSense da PS5, apesar de inovadores em muitos aspetos, herdaram um problema que já assolava outras consolas: os joysticks desgastam-se com o uso, enviando sinais erráticos mesmo quando não estão a ser tocados. Não é raro ver jogadores a trocar de comando como quem troca de meias, numa tentativa desesperada de manter a precisão.

A culpa não é só da Sony, claro. O design dos joysticks analógicos, com os seus potenciómetros mecânicos, é propenso a este tipo de falha. Mas quando uma consola custa o que custa, é expectável que dure mais do que uns meros meses sem avarias. Felizmente, parece que a empresa japonesa está a trabalhar numa alternativa que pode pôr fim a este ciclo vicioso.

A solução magnética que pode salvar o futuro

Uma patente registada este mês pela Sony revela um novo tipo de joystick que utiliza sensores magnéticos, semelhantes aos encontrados em alguns comandos de terceiros. A grande diferença? Estes sensores não dependem de contacto físico para detetar movimentos, o que elimina o desgaste mecânico responsável pelo drift. Segundo o documento, o sistema promete "elevada precisão, mesmo durante uso prolongado", graças a um design que limita a rotação do joystick e absorve melhor a força aplicada pelo utilizador.

Graças ao stick de controlo e ao dispositivo de entrada aqui descritos, e através da utilização de um sensor de inclinação sem contacto, o movimento do stick é detetado com elevada precisão, mesmo durante uso prolongado. Além disso, uma vez que a rotação do stick é limitada pela porção de encaixe e pela porção encaixada, quando um utilizador aplica força no stick para o inclinar, essa força não é absorvida pela sua rotação, o que melhora a manobrabilidade.

A patente menciona ainda mecanismos de retorno por mola e estruturas de estabilização, que não só melhoram a precisão como prolongam a vida útil do dispositivo. Ou seja, a Sony não está apenas a tentar resolver um problema — está a repensar por completo a forma como interagimos com os comandos.

Um passo em frente, mas sem garantias

É importante lembrar que uma patente não é sinónimo de produto final. A Sony regista dezenas de ideias todos os anos, e muitas delas nunca chegam a ver a luz do dia. No entanto, o facto de esta tecnologia já existir em comandos de terceiros — e funcionar — dá-nos alguma esperança. Se a empresa decidir implementá-la na PS6, poderá não só resolver o drift, como também oferecer uma experiência de jogo mais consistente e duradoura.

Claro que há sempre o risco de a solução trazer novos problemas. Os sensores magnéticos podem ser mais precisos, mas também são mais sensíveis a interferências. E, convenhamos, se a Sony já teve dificuldades em garantir a qualidade dos seus joysticks mecânicos, quem nos garante que não vai trocar seis por meia dúzia?

O que isto significa para ti

Se és daqueles que já trocou de DualSense mais vezes do que gostarias de admitir, esta notícia deve saber a música. Uma solução magnética não só pouparia dinheiro a longo prazo, como também evitaria aquela frustração de ver o teu personagem a andar em círculos no meio de um jogo importante. E, sejamos honestos, num mundo onde as consolas custam cada vez mais, é bom saber que a durabilidade pode finalmente deixar de ser uma miragem.

Resta saber se a Sony vai mesmo avançar com esta tecnologia ou se vai continuar a deixar os jogadores à deriva. Até lá, a malta que já sofreu com o drift só pode esperar — e rezar para que a próxima geração venha com joysticks que não se descontrolem ao fim de três meses.