The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered finalmente desembarcou na Switch 2, e os primeiros testes técnicos revelam uma surpresa: a consola da Nintendo não só aguenta o jogo como o faz melhor do que a Steam Deck. Quem o diz não somos nós, mas os números — e um vídeo comparativo que não deixa margem para dúvidas.
Um desempenho que surpreende (pela positiva)
O canal ElAnalistaDeBits publicou uma análise lado a lado das várias versões, e os resultados falam por si. A Switch 2, apesar de não ser uma máquina de guerra como a Xbox Series X, consegue superar a Series S graças ao DLSS. Sim, leste bem: a consola portátil da Nintendo até dá cartas numa comparação com hardware "a sério".
Em modo portátil, o jogo corre a 900p e 30 FPS com DLSS ativado, saltando para 1080p quando ligada a um ecrã externo. Não é perfeito — em zonas mais abertas, os 30 FPS sentem-se —, mas é um feito notável para uma consola que cabe num bolso.
Steam Deck fica para trás (e não é só por pouco)
Aqui é que a coisa fica interessante. A Steam Deck, a queridinha dos PC gamers em movimento, fica a perder nesta comparação. Enquanto a consola da Valve se fica pelos 800p a 30 FPS (com FSR), a Switch 2 oferece uma resolução mais alta e uma imagem mais nítida. Não é uma diferença abismal, mas é o suficiente para notar.
Claro, a Steam Deck tem a vantagem de ser uma plataforma aberta, onde podes instalar mods e ajustar definições à vontade. Mas se o que procuras é uma experiência plug-and-play otimizada, a Switch 2 leva a melhor. E, sejamos honestos, para um jogo com quase 20 anos, até é impressionante que ainda haja espaço para estas comparações.
«Para quem quer jogar Oblivion em qualquer lado, a Switch 2 é, neste momento, a melhor opção portátil.»
Vale a pena o upgrade?
Se já tens o jogo noutra plataforma, a resposta é: depende. A versão da Switch 2 não traz novidades de gameplay ou conteúdo extra, mas oferece algo que as outras não conseguem — mobilidade sem comprometer (muito) a qualidade.
Para a malta que ainda não experimentou Oblivion, esta pode ser a desculpa perfeita. Afinal, não é todos os dias que um clássico recebe uma versão tão bem otimizada para jogar no sofá, na cama ou no transporte público. E, convenhamos, com o mundo a ficar cada vez mais caótico, perdermo-nos nas terras de Cyrodiil nunca foi tão terapêutico.
Conclusão: Um clássico que ainda tem muito para dar
Oblivion Remastered na Switch 2 não é uma revolução, mas é um excelente exemplo de como um jogo antigo pode ser adaptado aos tempos modernos sem perder a sua essência. A otimização é sólida, o desempenho é respeitável, e a portabilidade é imbatível.
Se a Nintendo continuar neste caminho, a Switch 2 pode muito bem tornar-se no refúgio perfeito para os clássicos que merecem uma segunda vida. E, sinceramente, depois de ver estes resultados, até apetece dar outra oportunidade a Tamriel.


