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Escape Game

A Fábrica

Jogo de decisões para até 20 jogadores. Narrativa ambiental rica e confronto com a entidade antagonista "Roger". Cada decisão importa e afeta o desenrolar da história. Experiência cooperativa e estratégica.

20 participantes90-120 minutosMédiaConcluída

História & Conceito

Ninguém sabe exatamente o que aconteceu dentro das paredes da Fábrica Rogers.

O que se sabe é o que toda a gente na cidade conta em voz baixa: que Rogers era um homem bom. Um homem que construiu o seu império com as próprias mãos, tijolo a tijolo, junto da mulher que amava. Que quando ela adoeceu — com uma doença sem nome, sem cura, sem resposta — ele não aceitou. Que um homem que recusa aceitar o inevitável é capaz de tudo.

Os primeiros sinais foram ignorados.

Os funcionários da fábrica começaram a mudar. Lentamente. A pele mais pálida. Os olhos diferentes. Uma agressividade nova nas palavras, nos gestos, no silêncio. Depois vieram os pedidos estranhos: queriam trabalhar de noite. Precisavam de trabalhar de noite. A luz, diziam, doía.

Rogers deixou-os.

Talvez por lealdade. Talvez por culpa. Talvez porque precisava deles para continuar as suas experiências.

Na noite em que o novo turno arrancou, Rogers desapareceu. Sem rastro. Sem explicação. Como se a fábrica o tivesse engolido.

A sua mulher morreu dias depois.

A fábrica ficou parada há anos. As máquinas frias, as janelas tapadas, o silêncio pesado demais para ser apenas abandono. A cidade cresceu à volta dela, mas ninguém se chega perto. Há quem diga que à meia-noite ainda se ouvem sons lá dentro. Há quem diga que o que Rogers criou nunca foi destruído — apenas trancado.

Hoje, por razões que ainda não entendes, estás a entrar.

Tens 60 minutos para descobrir o que ele fez, o que ele escondeu e, mais importante — o que ainda lá vive.

Se conseguires sair.