Há alturas em que o mundo dos videojogos parece um carrossel de anúncios frenéticos, lançamentos adiados e promessas que nunca se concretizam. Mas, de vez em quando, surge uma notícia que nos faz respirar fundo e lembrar que nem tudo precisa de ser souls-like ou battle royale para valer a pena. É o caso deste regresso inesperado — e, esperemos, triunfal — da Winx Club.
Um fracasso que pedia redenção
Os fãs da Winx Club tiveram uma década difícil. Desde 2016 que a franquia não recebia um jogo à altura, e o último lançamento, Winx Club: The Magic Is Back (abril de 2026), foi um autêntico desastre. Críticas arrasadoras, jogabilidade limitada e uma receção tão fria que até a Bloom teria dificuldade em descongelar a situação. Não foi propriamente o tipo de magia que os fãs esperavam.
Mas a Balio Studio, os desenvolvedores belgas por trás deste novo projeto, parece ter aprendido a lição. Em vez de repetir os erros do passado, optaram por uma abordagem ambiciosa, quase como se estivessem a dizer: «Desta vez, ou acertamos, ou desaparecemos».
Moonlight Quest: o que esperar?
Winx Club: Moonlight Quest não é apenas mais um jogo. É uma aposta clara em conteúdo, com 24 personagens jogáveis, vários modos de jogo e uma quantidade generosa de minijogos. Para quem cresceu a ver as Winx a voar pelos céus de Magix, a possibilidade de fazer o mesmo no jogo é um sonho antigo tornado realidade.
E sim, a comparação com Anthem é inevitável — afinal, quem não se lembra da promessa de voos livres que acabou em desilusão? Mas, desta vez, há um detalhe importante: a Balio Studio está a mostrar a demo na Gamescom 2026, o que significa que os jogadores podem experimentar o produto antes de o comprar. Um passo em frente, sem dúvida.
«Esperemos que não venha ofuscar o muito aguardado GTA VI» — porque, convenhamos, o mundo não precisa de mais um jogo a roubar os holofotes ao rei dos open-worlds.
Disponibilidade e expectativas
O jogo está previsto para novembro de 2026, com lançamento simultâneo em PC, Nintendo Switch (e Switch 2), PS5 e Xbox Series. Uma estratégia inteligente, que garante que ninguém fica de fora — a não ser, claro, quem ainda vive no século passado e insiste em jogar na PS4.
O trailer lançado recentemente já está a gerar buzz entre a comunidade, e não é difícil perceber porquê. Há algo de nostálgico, mas fresco, nesta nova abordagem. Resta saber se a Balio Studio conseguirá entregar o que promete, ou se Moonlight Quest se vai juntar à lista de «podia ter sido bom».
Conclusão: uma segunda chance merecida?
A Winx Club merece uma segunda oportunidade. Não por ser uma franquia perfeita — longe disso —, mas porque tem um legado que muitos jogadores carregam desde a infância. Moonlight Quest pode não ser o jogo que vai mudar a indústria, mas tem tudo para ser o título que os fãs merecem.
E se falhar? Bem, pelo menos a demo já está aí para nos dar uma ideia do que vem aí. Porque, convenhamos, depois de The Magic Is Back, ninguém quer ser apanhado de surpresa outra vez.

