The Elder Scrolls IV: Oblivion está de volta, desta vez com uma versão remasterizada para a Switch 2, prometida para 11 de agosto. A Bethesda não perde tempo e já nos mostra como o jogo se comporta na nova máquina da Nintendo. Spoiler: não é perfeito, mas tem os seus encantos.
Um regresso com pompa e circunstância
A Bethesda Game Studios decidiu trazer de volta um dos seus títulos mais icónicos, agora com uma camada de verniz moderna. Oblivion Remastered chega em formato físico e digital, com a promessa de um único patch de lançamento para polir alguns detalhes. Para os fãs mais nostálgicos, é uma oportunidade de revisitar Cyrodiil com um aspeto mais apurado.
Mas, como sempre, há um senão. A Nintendo Switch 2, apesar de ser uma máquina competente, não parece estar a lidar com os ambientes abertos do jogo tão bem quanto gostaríamos. Em interiores, a taxa de fotogramas mantém-se estável nos 30 FPS, e os visuais são, de facto, impressionantes. Mas lá fora, nas vastidões de Tamriel, as coisas complicam-se.
Desempenho: O calcanhar de Aquiles
Graças a um teste técnico partilhado pelo canal scarlet works, podemos ver como o jogo se comporta na prática. E a verdade é que os resultados são... mistos. Se dentro de masmorras e cidades o desempenho é sólido, os exteriores revelam quedas de FPS que podem quebrar um pouco a imersão.
Não é propriamente uma surpresa. Oblivion sempre foi um jogo exigente para o seu tempo, e adaptá-lo a uma consola portátil, por mais potente que seja, não é tarefa fácil. Ainda assim, é um pouco dececionante ver que, mesmo com um remaster, a Bethesda não conseguiu (ou não quis) otimizar melhor o jogo para a Switch 2.
Controlos: Uma surpresa agradável
Felizmente, nem tudo são más notícias. Os controlos com rato, graças a várias opções de personalização, funcionam de forma surpreendentemente fluída. A resposta é rápida, e a sensibilidade pode ser ajustada ao gosto de cada um. Para quem prefere jogar com rato e teclado, esta é uma adição bem-vinda.
Não é todos os dias que vemos um jogo desta geração a receber um tratamento tão cuidado nos controlos. A Bethesda parece ter percebido que, para um remaster valer a pena, não basta melhorar os gráficos — é preciso garantir que a jogabilidade também acompanha.
Vale a pena o investimento?
Com um lançamento marcado para 11 de agosto, a pergunta impõe-se: será que Oblivion Remastered vale a pena na Switch 2? A resposta, como quase sempre, depende do que procuras. Se és um fã incondicional do jogo e queres revisitá-lo com uma roupagem nova, pode ser uma boa opção. Os visuais melhorados e a portabilidade são pontos fortes.
No entanto, se esperavas uma experiência perfeita, sem quedas de FPS e com um desempenho impecável, talvez seja melhor ajustar as expectativas. A Switch 2 faz o que pode, mas Oblivion não foi feito a pensar numa consola portátil.
Um clássico merece respeito, mas nem sempre o respeito chega para compensar as limitações técnicas.
Conclusão: Um regresso com altos e baixos
Oblivion Remastered na Switch 2 é um daqueles casos em que o coração diz uma coisa e a razão diz outra. Por um lado, é fantástico ver um jogo com quase duas décadas a receber uma nova vida, especialmente numa consola tão versátil como a da Nintendo. Por outro, as limitações técnicas são difíceis de ignorar.
Se a Bethesda tivesse investido um pouco mais em otimização, este poderia ter sido um lançamento redondo. Assim, fica-se pela sensação de que, apesar de tudo, o jogo ainda tem o seu charme — mesmo que não seja perfeito. Para os fãs, é uma oportunidade de ouro. Para os mais exigentes, pode ser melhor esperar por uma versão mais polida.
E tu, vais arriscar ou preferes esperar para ver se a comunidade encontra soluções para os problemas de desempenho?


