Há anos que a malta pergunta: «E a sequela de Bully, Rockstar?» Pois bem, a resposta não vem da gigante de GTA, mas de um estúdio mais pequeno com uma ideia refrescante. Agefield High: Rock the School chega a 12 de agosto para PC, com consolas a seguir, e promete reviver a essência dos corredores escolares — sem os polícias, mas com a mesma dose de anarquia adolescente.
Uma Escola, Três Meses e Zero Regras
Desenvolvido pela Refugium Games, este título mergulha-nos no início dos anos 2000, onde o protagonista, Sam, é o novo aluno com uma missão: liderar uma revolução. Ao lado dos amigos Kale e Axel, terás de navegar entre aulas, missões secundárias e a exploração de um pequeno mundo aberto. Sim, é Bully sem o selo Rockstar, mas com um charme próprio.
O calendário marca três meses até às férias de verão — tempo suficiente para te meteres em sarilhos, faltares às aulas ou, se fores um aluno exemplar, ganhares uns trocados com notas altas. A escolha é tua, mas sejamos honestos: quem é que vai querer ser o «bom aluno» num jogo destes?
O Que Esperar do Recreio Digital
Com um tempo de jogo estimado entre 8 a 10 horas, Agefield High oferece 32 missões principais, 15 secundárias e cinco tipos de aulas. Não faltam lojas para gastares o dinheiro suado (ou roubado) em bicicletas, roupa ou até revistas menos próprias para a idade. A personalização de Sam é outro ponto forte, permitindo-te criar um rebelde à tua imagem.
Mas não esperes um mundo vasto como Liberty City. Aqui, o foco está na narrativa e na interação com os NPCs, num estilo que lembra os jogos indie modernos. É menos «sandbox» e mais «sanduíche de mortadela no intervalo», mas com a promessa de ser viciante à mesma.
«Agefield High não é uma cópia, mas uma carta de amor aos jogos que nos fizeram amar a rebeldia adolescente.»
Porque é Que Isto Importa?
Numa altura em que os jogos AAA apostam em mundos gigantescos e gráficos ultra-realistas, Agefield High prova que uma boa ideia não precisa de orçamentos milionários. É um regresso às raízes do Bully, mas com uma abordagem mais leve e acessível.
Claro que há riscos. Um mundo pequeno pode tornar-se repetitivo, e a ausência da Rockstar deixa algumas dúvidas sobre a qualidade da escrita. Ainda assim, para quem sente saudades de um jogo que capture a essência da adolescência — com as suas birras, amizades e pequenas vitórias —, esta pode ser a resposta.
Conclusão: Vale a Pena Marcar Presença?
Se gostaste de Bully, Agefield High é uma aposta segura. Não será uma revolução no género, mas oferece exatamente o que promete: um mergulho nostálgico na vida escolar, com a dose certa de caos e liberdade.
E se não correr bem? Pelo menos terás uma desculpa para faltar às aulas digitais sem culpa. Afinal, quem é que nunca sonhou em mandar tudo para o diabo e viver uma vida de rebeldia, nem que seja por algumas horas?

